sexta-feira, 13 de julho de 2012


Resolvi fazer um diário dessa minha vida de cão. Digo de cão mesmo e não de cadela, porque algumas pessoas poderiam achar que eu seria uma piranha me passando por uma cão fêmea. Não, não sou uma piranha. Nem por vocação, nem por profissão e nem por escala evolutiva da espécie. Na verdade ainda sou virgem, o que é bem pior do que as 3 opções acima, porque, uma virgem nem se encontra numa escala darwiniana.
Vou então me autodenominar uma cã, pois a nossa presidenta abriu um precedente importante e neologístico para o nosso dicionário. Não se espantem portanto se criar outras tantas palavras. Agora eu sou uma cã e faço o que eu quiser.
Ser uma cã não é fácil, mas também não é difícil. A parte fácil é que eu não preciso trabalhar. A parte difícil é que eu não faço porra nenhuma da minha vida a não ser comer, cagar, mijar e balançar o rabo quando necessário. Ser uma cã poderia ser uma vida completamente insignificante se não fosse por um motivo: enxergar a vida por um outro ângulo, não só de baixo pra cima, mas também ver o mundo pelo olhar de um animal que pensa de verdade.
Mas o que uma cã poderia dizer sobre a vida?  - Vocês devem estar pensando. Ora, meus caros e caras, eu tenho os pés no chão. E 4, pra início de conversa. Não estou nem aí pro que pensam de mim e quando eu falo alguma coisa ganho o benefício de apenas alguns outros cães entenderem, o que lhes dá o benefício de não entenderem o tanto de palavrões que falo.
Eu tenho uma mãe adotiva. Humana. Quer dizer, ela acha que é humana, apesar de muitas vezes se comportar como uma planta. Temos uma relação de amor em ódio. Amor, porque, é incontestável que nos amamos e ódio porque um sentimento está muito ligado ao outro, dizem.
Na verdade, guardo uma mágoa muito grande por ter sido separada da minha família muito nova, ainda com meses de vida, tudo pra suprir a carência de uma mulher balzaquiana em crise existencial. É muita cachorrada, vamos combinar...
Enfim, resolvi botar pra fora tudo isso que está dentro de mim, e, em vez de começar a beber e me drogar resolvi usar a internet e a escrita pra falar desse mundo cão em que vivo. Porque tá difícil pra todo mundo, e pra mim não está diferente.
Espero que me acompanhem nessa nova jornada fazendo comentários aqui nesse blog. Preciso trocar ideia com alguém inteligente, porque aqui em casa ta puxado. Portanto, estão convidados a participar desse espaço. Peço para que compartilhem esse link, porque, estou de saco cheio de ser conhecida como uma web celebridade de quinta e viver à sombra dessa minha mãe. Às vezes me sinto como a irmã gêmea da Gisele Bundchen ou a Sasha, filha da Xuxa, com a diferença que minha mãe não chega nem um pouco perto da beleza e do carisma das duas.
Agora vou ali me coçar pra ver se dou uma relaxada. Talvez amanhã eu volte. Talvez não.
Não sei, vou pensar. Afinal, diferente de vocês, pobres humanos, tenho todo o tempo do mundo.
(HAHAHAHAHAHAHAHA – Risada macabra no final)